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Comecei por raspá-las e rapidamente começou a aparecer a podridão.
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A calha
também apresentava os mesmos males.
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O lado esquerdo da calha. Aqui
vê-se que vai haver grande trabalheira mesmo junto ao tubo de drenagem.
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Como é óbvio, vamos ter de cortar o que está podre e substituir com chapa nova ou reciclada. Optei por não cortar a zona inteira a toda a largura, para não correr o risco da chapa puxar, dado que está sob tensão depois da prensagem de fábrica. Aqui já vemos os primeiros cortes na parte escolhida para começo. Usei rebarbadora de acabamento Ø115mm e disco de corte de 1mm.
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Primeiro corte feito. Pode ver-se o estado miserável em que se encontrava o interior.
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Retirei toda
a chapa que estava podre e a parte ferrugenta foi toda escovada até ficar no
'osso'.
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De seguida fiz um molde em cartolina e cortei uma pedaço de chapa reciclada de um outro carro. Cuidadosamente rebarbei a parte que ia ficar em contacto com a soldadura. A tinta atrapalha o processo.
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Verificação do retalho. Está perfeito e pronto para soldar.
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A soldadura por pequenos pontos já efectuada.
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A mesma operação repetida no lado esquerdo. Não fiz logo a zona central para não haver perigo de puxar. Assim penso que alternando de uma ponta para a outra compensa as tensões.
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Finalmente corto a zona central e fecho-a. Fica assim remendada a primeira parte e também a maior extensão do restauro. Mas a pior parte está para vir. Aqui vê-se que já rebarbei os pingos de solda. Como não tenho fotos do interior nesta fase dos trabalhos, adianto que por dentro foi tudo muito bem escovado, limpo com diluente celuloso e passada uma camada de mastique de excelente qualidade, para garantir estanquicidade, dado que a soldadura não é contínua.
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No início mostrei uma das zonas más em redor dum tubo de drenagem. Recortei a zona, mas aproveitei a ponta do tubo que estava boa. Depois fiz uma peça nova com o tubo velho, como podem ver.
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A peça vista de outro lado. Note-se que a parte inferior da chapa tem de ficar rente (tangente) à zona inferior do tubo, de forma a obter-se um bom escoamento de águas.
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Eis a peça ao lado da zona do enxerto. Note-se mesmo junto, uma parte em que a chapa não está podre, mas com ferrugem já escovada e limpa. Ali vai ser aplicado conversor de ferrugem.
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O enxerto feito. Sempre utilizando soldadura por pequenos pontos, seguida de rebarbagem de difícil execução.
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Outra zona contígua que também foi alvo de remendo. Estas zonas são 'chatas' de rebarbar, sendo preciso usar todo o tipo de ferramentas que temos à mão e algumas artimanhas que vêm à cabeça naquela hora.
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Esta foto mostra a pior parte. Parecia que
não tinha por onde se lhe pegar. Não arrisquei fazer uma peça completamente nova com aqueles contornos todos. Convenhamos que era de difícil execução e evitei-a. Então remendei por cima, remendei a curva na calha e depois dois remendos pequenos nos lados do tubo. Aqui está com mau aspecto, mas depois com os betumes ficou bom. Tem de ser!
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Aquele foi o último remendo. O resto de ferrugens no interior foi todo removido com rebarbadora e buris de pedra (acho que é assim que se chamam). Depois foi tudo bem limpo, passado o conversor de ferrugem, aparelho e mastique para garantir a vedação da água. Na foto ao lado vê-se já o exterior aparelhado, depois de todo bem lixado.
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Depois segue-se o trabalho de betumagens iniciais para nivelar o painel e um pouco de cosmética na zona da calha.
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Corte dos betumes. Que é como quem diz: lixagem. Mas por acaso gosto do termo 'cortar', que me habituei a ouvir desde sempre com os 'pros'. |
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Marcação de zonas onde é preciso acrescentar massa.
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Mais uma demão de aparelho. Note-se que quis trabalhar na menor zona possível do tejadilho e espalhando o menos aparelho possível.
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Primeira demão de tinta.
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Depois de uma catadela (para quem não sabe, trata-se de catar, ou encontrar, pequenos defeitos e aplicar pequenas porções e betume), dei uma segunda e final demão que me pareceu ficar bem. Aqui na foto podem ver já o isolamento da pintura retirado e alguns elementos montados. |
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Até os drenos ficaram impecáveis. Note-se que aquando dos enxertos junto a estes drenos, tem de se ter em conta que nunca podem ficar numa cota acima da borda, a fim de não impedir que a água escoe.
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Um último teste antes de montar o forro do tecto do carro. A estanquicidade tem de ficar bem garantida, que foi o caso.
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Depois do que se viu no início, conclui-se que está bem melhor e pronto para mais uns quantos anos. ............................ Espero que esta página venha a ser útil, pelo menos a pessoal amador que está no restauro de clássicos, mas não só, com poucos meios, mas com muita vontade. A única máquina que utilizei que penso não pertencer a um ferramentaria vulgar, foi a máquina de soldar MIG, mas quem se ajeitar com uma máquina barata de soldadura por eléctrodos, também consegue os mesmo resultados. A.P.
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